Aplicativo ou site para ecommerce: como app e site trabalham juntos na prática
Quando o assunto é aplicativo ou site para ecommerce, muita gente tenta enxergar essa escolha como uma disputa. O primeiro webinar promovido pela Wicomm mostrou exatamente o oposto: site e app caminham juntos, com funções diferentes, mas conectadas pelo mesmo objetivo.
Vender melhor, reter mais clientes e criar experiências que façam sentido no dia a dia do consumidor deve ser o norte de toda operação.
Esse encontro marcou o início de uma série de conversas pensadas para quem vive a operação digital na prática. A proposta foi discutir métricas reais de app, leitura de dados e decisões que impactam diretamente vendas, retenção e percepção de marca.
Participaram do primeiro WiTalk Eduardo de Carvalho, Head de Digital da ToyMania, Marcos Valle, Gerente de Canais Digitais e Last Mile da Venancio, e Tiago Corrêa, Head de Marketplace da Polishop. A conversa foi conduzida por Guilherme Martins, da Eitri, e Felipe Coelho, da Wicomm, conectando estratégia, dados e impacto direto no negócio.
App e site ocupam espaços diferentes na jornada
O site segue como principal ponto de entrada. É onde o cliente descobre a marca, compara produtos, chega via mídia paga, busca orgânica ou redes sociais. Já o app entra em cena quando a relação está mais avançada. Ele conversa com quem já comprou, já se identificou e espera uma experiência mais rápida, personalizada e contínua.
Nesse contexto, discutir sobre a decisão entre aplicativo ou site para ecommerce deixa de ser uma dúvida técnica e passa a ser uma decisão estratégica sobre como cada canal atua ao longo da jornada. O site atrai. O app aprofunda.
Estabilidade técnica influencia as vendas
Um ponto em comum em todas as falas foi a importância da estabilidade do app. Travamentos, telas congeladas ou lentidão são algumas das reclamações mais comuns entre usuários. E esse impacto vai muito além da área técnica.
Quando o app falha, a venda pode não acontecer. Quando isso se repete, a confiança cai. E quando a confiança cai, o cliente simplesmente deixa de usar. Há também um reflexo interno: equipes de loja dificilmente indicam um app que não funciona bem.
Durante o webinar, métricas como Crash-Free Sessions, ANR (App Not Responding) e tempo de inicialização apareceram como indicadores diretamente ligados à performance comercial.
Também foram citados parâmetros claros de mercado, como a expectativa de manter sessões sem falhas próximas de 99,5% e atenção redobrada quando esse índice se aproxima do limite mínimo aceito pelo Google.
A leitura e o entendimento dos participantes foram claros: a estabilidade sustenta a experiência, e a experiência sustenta o resultado.
Monitoramento acessível e contínuo
Outro aprendizado importante foi o uso consistente de ferramentas gratuitas para acompanhar esses indicadores. Firebase Crashlytics e Firebase Performance Monitoring permitem acompanhar falhas, gargalos e tempos de resposta em tempo real, ajudando a corrigir problemas antes que eles afetem uma base maior de usuários.
Essa visão muda a lógica de investimento. Em muitos casos, resolver um ponto técnico antes de uma campanha pesada pode ter mais efeito do que aumentar o orçamento em mídia sem ajustar a base.
Jornadas que fazem sentido no app
Quando o app tenta repetir o site, ele pede força. O valor aparece quando as jornadas são pensadas para o contexto mobile, usando recursos próprios desse ambiente.
A ToyMania, por exemplo, aproveita a confirmação de pedido feita no site para incentivar o download do app, oferecendo um acompanhamento de entrega mais fluido por notificações push. O app passa a ter um motivo claro para existir na rotina do cliente.
Na Venancio, o app atua como um facilitador de compras recorrente. Os carrinhos pré-preenchidos, lembretes no momento certo e menos etapas para finalizar a compra ajudam o cliente a resolver algo cotidiano sem esforço.
Já a Polishop trabalha jornadas baseadas em comportamento real. Os produtos visualizados pelo cliente, históricos de compras e interesses recentes orientam as sugestões que fazem sentido naquele momento, estimulando novas compras sem ruído.
Em todos os casos apresentados, o app antecipa as necessidades e termina reduzindo possíveis atritos.
Personalização pede cuidado
Um ponto tratado com atenção foi o uso de dados em categorias sensíveis, principalmente no setor de varejo farmacêutico. Personalizar não significa expor. Existe uma linha clara entre ser útil e causar desconforto. Respeitar esse limite faz parte da construção de confiança ao longo do tempo.
Entre os aprendizados que ficaram do nosso primeiro WiTalk, alguns se destacaram:
- Tratar estabilidade do app como indicador de negócio;
- Acompanhar falhas e performance de forma contínua;
- Criar jornadas pensadas para o ambiente do app;
- Integrar site e app dentro de uma mesma estratégia;
- Usar personalização com responsabilidade.
O primeiro webinar da Wicomm mostrou que não é sobre decisão se implementar ou aplicativo ou site para ecommerce. Ambos fazem parte de uma estratégia macro e não deve ser lidos como uma escolha isolada.
E esse foi só o começo. Nos próximos encontros vamos trazer outros temas e conversar sobre experiências reais do varejo e soluções aplicáveis à rotina de quem precisa fazer o digital funcionar todos os dias.
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