Primeiras leituras estratégicas da NRF New York 2026

12 de janeiro de 2026

A NRF New York 2026 começa a dar sinais claros de como o varejo global está reorganizando suas decisões. Para quem lidera e-commerces, o evento funciona como um termômetro prático do que já está em movimento e do que tende a pressionar ainda mais a operação nos próximos meses. Não se trata de um futuro distante. As discussões giram em torno de mudanças que já impactam aquisição, conversão, retenção e margem.


As primeiras apresentações da NRF Retail's Big Show reforçam uma ideia que dialoga diretamente com a rotina dos inúmeros CEOs: a complexidade da jornada de compra segue crescendo, mas a tolerância do consumidor a fricções segue diminuindo. É nesse cenário que tecnologia, dados e parcerias ganham espaço, não como discurso, mas como resposta a problemas bem conhecidos.


O novo padrão de varejo apresentado na NRF New York


Um dos momentos centrais da NRF New York foi a apresentação de Sundar Pichai, CEO do Google. A mensagem foi direta: a forma como as pessoas compram já mudou, e as plataformas precisam acompanhar esse ritmo. A proposta apresentada pela empresa aponta para uma jornada cada vez mais integrada, concentrando descoberta, pesquisa, decisão e pagamento em um único fluxo.


O conceito apresentado faz parte de um comportamento já observado no dia a dia do consumidor. Buscar produtos deixou de ser um processo linear. Hoje envolve comparação, leitura de avaliações, influência de criadores, checagem de preço e, muitas vezes, abandono antes da compra. 


A aposta do Google é reduzir essas quebras, tornando a experiência mais contínua e menos fragmentada.


O que o Universe Commerce Protocol muda na prática


O Universe Commerce Protocol, apresentado durante a NRF New York, foi construído com apoio de grandes varejistas globais como Walmart, Shopify, Etsy e Target. A proposta é unificar linguagem e processos para que a jornada de compra aconteça de forma mais fluida dentro de ambientes conversacionais baseados em IA.


Na prática, esse protocolo permite que o consumidor descubra um produto, receba ofertas, se cadastre em programas de fidelidade e finalize a compra sem sair do mesmo ambiente. Para quem gerencia e-commerce, essa mudança traz uma pergunta relevante: como preparar operação, dados e catálogo para atuar em um cenário onde a busca deixa de ser baseada apenas em palavras-chave e passa a ser conduzida por conversas?


Agentes de compra e o impacto na relação com o consumidor


Outro ponto apresentado na NRF New York envolve o uso de agentes automatizados no atendimento e na venda. O chamado Business Agent funciona como um vendedor digital, treinado com dados da própria marca e capaz de responder dúvidas em tempo real, seguindo o tom e as regras do negócio.


Para líderes de e-commerce, essa proposta dialoga com dores recorrentes: custo de atendimento, escalabilidade e padronização da informação. A automação, nesse caso, não substitui a estratégia, mas exige ainda mais clareza sobre posicionamento, políticas comerciais e estrutura de dados. Sem isso, o risco de ruído aumenta.


Ofertas em tempo real e pressão sobre a margem


A possibilidade de direcionar ofertas específicas para consumidores que já demonstraram interesse em um produto também apareceu como destaque na NRF New York. A lógica é simples: reduzir a distância entre intenção e conversão. Por outro lado, esse movimento traz um alerta importante para quem toma decisões.


Os descontos em tempo real exigem controle. Sem leitura clara de margem, estoque e recorrência, a ferramenta pode resolver um problema pontual e criar outro maior no médio prazo. O que a NRF sinaliza é a necessidade de decisões mais bem amarradas entre marketing, comercial e financeiro.


Parcerias entre varejistas e big techs ganham protagonismo


A programação da NRF New York reforça algo que já vinha se desenhando: grandes movimentos no varejo estão acontecendo por meio de parcerias. Cases apresentados por gigantes como PepsiCo, Target, Ralph Lauren e Sephora mostram como dados e IA vêm sendo aplicados diretamente na operação, do supply chain à experiência no app.


Essas apresentações ajudam a tirar o tema da abstração. Em vez de falar sobre potencial, os painéis mostram como decisões conjuntas entre marcas e empresas de tecnologia estão alterando processos, reduzindo gargalos e criando novas formas de relacionamento com o consumidor.


O que essas leituras significam para quem lidera e-commerce


Para tomadores de decisão, a NRF New York deixa uma mensagem clara: o ambiente ficou mais exigente. Jornadas mais simples para o consumidor exigem operações mais bem estruturadas por trás. A dependência de mídia paga, a pressão por crescimento com margem e a necessidade de integração entre canais seguem no centro do debate.


As soluções apresentadas indicam caminhos, mas também elevam o nível de maturidade exigido das operações. Dados organizados, visão clara de negócio e alinhamento entre áreas deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos.


O olhar da Wicomm diante da NRF New York


A Wicomm acompanha a NRF New York com atenção a esse cenário. O nosso interesse não está apenas nas ferramentas apresentadas, mas na leitura do contexto em que elas surgem. Entender por que determinadas soluções ganham espaço ajuda a orientar decisões mais seguras para os projetos em andamento.


Nosso papel é traduzir esses movimentos em estratégias aplicáveis à realidade de cada cliente, considerando maturidade, estrutura e objetivos reais de negócio. O valor está em identificar o que faz sentido agora e o que exige preparação antes de qualquer movimento.


Primeiros sinais do que deve ganhar força ao longo do ano


As primeiras leituras da NRF New York mostram um varejo mais orientado à integração, automação com critério e uso mais consciente de dados. O foco deixa de ser volume a qualquer custo e passa a ser consistência. Para quem lidera e-commerce, esse é um ponto de atenção.


A Wicomm segue acompanhando o evento para aprofundar essas análises e compartilhar leituras que ajudem tomadores de decisão a navegar esse cenário com mais clareza, menos improviso e escolhas mais bem fundamentadas.

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