O que a NRF Retail Show mostra sobre quem e por que investir em GEO

15 de janeiro de 2026

A NRF Retail Show caminha para seus últimos dias, deixando uma mensagem bastante objetiva para quem lidera operações digitais: crescer exige domínio de infraestrutura, dados e execução. O discurso saiu do campo conceitual e avançou para decisões mensuráveis, com foco em rentabilidade, experiência integrada e capacidade real de operar em escala.


Para marcas que acompanham o avanço do Generative Engine Optimization (GEO), o evento reforça que visibilidade e relevância não se constroem apenas com presença digital, mas com arquiteturas capazes de sustentar jornadas fluidas, decisões rápidas e personalização em tempo real.


Por que os pagamentos passaram a influenciar conversão e recorrência?


Um dos debates centrais da NRF Retail Show envolveu meios de pagamento tratados como parte ativa da experiência e da decisão. Executivos da Visa apresentaram dados que posicionam o Brasil entre os mercados mais avançados em pagamentos digitais, com alta adoção de transações sem fricção.


A conversa avançou para tokenização e uso de agentes de IA na autorização e orquestração de pagamentos. Na prática, essas mudanças deslocam a complexidade para a infraestrutura e reduz etapas visíveis ao consumidor. Para quem lidera e-commerce, o impacto é direto: pagamentos passam a influenciar conversão, recorrência e custos ao longo de toda a jornada, não apenas no checkout.


Como a atenção do consumidor virou um dado acionável


Outro ponto relevante da NRF Retail Show foi a forma como a atenção do consumidor vem sendo tratada como variável mensurável. A lógica apresentada conecta investimento de marketing a sinais claros de engajamento real, e não apenas a métricas amplas de alcance.


Para gestores, a leitura é prática. Orçamento começa a ser alocado com base em indicadores que mostram consumo efetivo de conteúdo e relação direta com venda incremental. Essa mudança muda a forma como mídia e conteúdo são pensados, exigindo dados mais organizados e leitura mais fina do comportamento.


IA aplicada ao que o cliente não vê, mas sente


Os cases apresentados por varejistas de alimentação e moda mostraram a inteligência artificial atuando em camadas pouco visíveis ao cliente final. Previsão de demanda, planejamento de turnos, priorização de tarefas e redução de ruptura apareceram como aplicações com impacto direto em eficiência operacional.


O critério para adoção foi claro: impacto mensurável em custo por pedido, tempo de resposta e variabilidade da operação. Antes de investir em interfaces, as empresas estão resolvendo o que sustenta a experiência. Para quem acompanha GEO, esse ponto é fundamental, já que relevância também depende de consistência operacional.


O que está travando o omnichannel na prática?


Painéis técnicos da NRF Retail Show expuseram gargalos recorrentes no omnichannel. Latência de dados, inconsistências de estoque e desalinhamento entre canais continuam sendo entraves para decisões sincronizadas.


A orientação prática apresentada foi integrar fontes e definir Service Level Agreement (SLAs) claros de atualização. Sem isso, a promessa de jornada integrada não se sustenta. Para tomadores de decisão, o recado é direto: omnichannel exige disciplina de dados antes de qualquer discurso de experiência.


Por que serviços e retail media ganharam espaço nas estratégias


A discussão sobre serviços ganhou força no evento. Executivos destacaram como serviços financeiros, logísticos e de mídia estão sendo usados para construir novas fontes de receita e reduzir dependência da margem tradicional.


Cases como o do Carrefour Brasil mostram como o braço de serviços financeiros passou a responder por parcela relevante do lucro da operação. Outros exemplos, como Walmart, Fnac Darty e 7-Eleven, reforçam a lógica de varejo como plataforma. No contexto da NRF Retail Show, ficou claro que o futuro do varejo se afasta da transação isolada e se aproxima de ecossistemas de serviços.


Dados integrados e relacionamento contínuo com o cliente


A presença de executivos brasileiros no palco reforçou esse movimento. No caso do McDonald’s, a integração entre físico e digital aparece como pilar para relacionamento e aumento de ticket. Dados fluem entre app, loja e outros pontos de contato, permitindo ações mais personalizadas e leitura mais precisa do comportamento, além de tornar a experiência do usuário melhor e mais personalizada.


O ponto central não está no pagamento, mas em toda a jornada. Antes, durante e depois da compra. Para marcas que pensam em GEO, essa integração é decisiva para relevância contínua.


Experiência começa na estratégia, não na tecnologia


As discussões sobre varejo experiencial trouxeram um alerta importante. A experiência não começa pela tecnologia, mas pela definição clara do que se quer provocar no consumidor. Cases como o da Dick’s Sporting Goods mostraram que começar pela estratégia facilita adesão interna e cria ambientes prontos para escalar.


O digital entra como apoio aos pontos fortes da marca, não como ruído. Conteúdo, narrativa e contexto local ganham peso. Para líderes de e-commerce, o trabalho 360 no digital reforça a importância de alinhar merchandising, conteúdo e dados antes de buscar soluções visuais chamativas.


Quais decisões a NRF Retail Show impõe a quem lidera e-commerce?


A NRF Retail Show deixa uma leitura clara para tomadores de decisão. Escala e rentabilidade exigem foco em infraestrutura, dados, serviços e execução. GEO não se constrói apenas com presença, mas com capacidade de operar jornadas coerentes, responder rápido ao consumidor e sustentar relevância ao longo do tempo.


O papel da Wicomm, ao acompanhar o evento, é traduzir esses movimentos em decisões aplicáveis à realidade das marcas atendidas. Nem toda iniciativa precisa ser adotada agora, mas entender o estágio de maturidade de cada solução permite escolhas mais seguras e alinhadas ao contexto do negócio.


A NRF reforça que o varejo não está mudando em tese. Ele já mudou. E quem lidera precisa decidir como acompanhar esse ritmo com menos improviso e mais estrutura.

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